Notícias » MEMÓRIAS DE UMA “EFTIANA”
29 Abr 2020


Testemunho de Flora Lopes, antiga aluna da EFTA, do Curso de Técnica de Turismo (2014/2017).


“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Decerto, quem é aluno EFTA, já ouviu tal expressão proferida pelo nosso Diretor, incontáveis vezes (atrevo-me a dizer) e creio que, os alunos do 3º ano, se poderão rever nas minhas palavras.

O meu percurso na EFTA não se deu, de facto, como assegurado pelo Dr. Torrão. Eu, efetivamente, entranhei-me primeiro e depois sim comecei a estranhar.

Quando entrei na EFTA, vinda do curso de Ciências e Tecnologias, era uma miúda de 16 anos, cheia de sonhos, confrontada com fracasso, cansaço, derrota e frustração. Esta primeira mudança de escola, foi uma lufada de ar fresco, apesar de ser longe, diferente e pouco convencional.

O meu 1º ano foi de descobertas, de vitórias e superações pessoais.
(…) E devo dizer-vos que me sentia em casa, apesar de quase 2 horas de viagem de autocarro diárias, quando a EFTA era ainda no centro de Aveiro, e da vergonha inicial, sentia-me em casa.
Tenho de referir que a EFTA tem dos docentes mais inexplicavelmente prodigiosos e afáveis que vocês vão encontrar, no vosso percurso escolar, afirmo-o sem quaisquer dúvidas. 

Confesso que o que desmoronou o meu sonho da escola ideal foi o estágio, que fiz no 1º ano. Senti que dei o que tinha de mim e acabei por perder tudo. É possível que se sintam assim, mas não desistam! (…) Cheguei ao meu 2º ano sem fé, a achar que estava, citando o nosso diretor, “na pior escola do mundo”. Mas eu havia dito isso sobre a minha escola anterior e creio que até o poderei dizer da universidade, onde me encontro; por isso, começo a concordar com o Diretor Manuel Torrão: nós achamos sempre que estamos na pior escola do mundo! Tenhamos nós 5, 15 ou 25 anos. Acho que faz parte de qualquer percurso escolar.

(…) No que toca a estágios, a locais de trabalho, atrevo-me a dizer: é preciso sorte. Sorte com o local, com a área, com as tarefas, mas, mais importante, com os colegas de trabalho, que confesso, poderão ser amigos para a vida ou ódios de estimação. O meu conselho? Sejam humildes e não tenham vergonha de dizer que não sabem, que precisam de ajuda. (…) Sejam vocês mesmos.

No meu 3º ano, para além de ser finalista, a escola mudou para São Bernardo. (…) Devo dizer-vos que com a PAP, o estágio e os exames nacionais, andava mais à deriva que nos anos anteriores. Este foi também o melhor ano que tive na EFTA. Tive um estágio, onde ganhei amizades, que ainda perduram, num local lindo, onde ainda volto anualmente e adquiri um crescimento brutal, com uma bagagem de valores profissionais e pessoais que não creio que me olvide jamais.
Este 3º ano, ditou amizades, que nunca pensei ter (…) Os docentes e o staff! A EFTA tem mesmo os melhores do mundo! Digo até que isto é um facto! Cheguei à parte que mais queria, pois há dois professores incontornáveis, neste meu atribulado percurso: Prof.ª Sara Milheirão e Prof. André Jesus.
Há pessoas que nos marcam. É verídico. Mas há outras que, citando Saint Exupéry, “deixam um pouco de si e levam um pouco de nós”. E esse é o caso destas duas pessoas inacreditáveis, a quem devo o meu maior e eterno agradecimento que, levaram muito de mim, mas nunca me deixaram só.

A professora Catarina, a professora Sandra, a professora Joana, Teresa, Rita… Aproveitem estas pessoas que são do melhor que o Ensino tem. Acreditem!

Este 3º ano, ditou o fim de uma era. Um ciclo que fechou. (…) A EFTA, queiramos ou não, molda-nos para sermos não só profissionais de excelência, mas também cidadãos melhores. E é isso que torna aquele edifício, agora de quatro pisos, muito mais que uma escola!


Agora, prestes a acabar a licenciatura, escrevo algo que deveria ser uma breve memória daquilo que passei na EFTA. Visto já me ter alongado bastante, constato que não consigo descrever a 100% e sucintamente três anos de um percurso que pareceu durar muito mais que isso.

Estudantes da EFTA que querem vir para o Ensino Superior, não é impossível!
Não se deixem enganar por professores que não acreditam, por colegas que deitam abaixo ou pela sociedade, que julga os estudantes do Ensino Profissional e lhes mete rótulos.
Se querem continuar a estudar, eu aconselho que venham viver o espírito académico (…).

Encontro-me no último ano da licenciatura e confidencio-vos que não tenho qualquer noção do que me espera ou do que irei encontrar. Mas haverá melhor altura para não saber o que fazer do que esta?

Encontrem aquilo que mais gostam de fazer e agarrem-se a isso. Tenham uma alavanca que vos impulse e não tenham medo de não saber onde aterrar.


A EFTA é uma ótima alavanca. Aproveitem-na, pois o trabalho deles está feito, tratem de fazer o vosso!




 
 
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